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"Não basta que nossa causa seja pura e justa. É necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós!" (Che Guevara)

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Por que jovens na política incomodam tanto?

Essa semana fomos surpreendidos pelas declarações do apresentador do programa de rádio “96 Minutos” Gustavo Negreiros, da 96 FM, uma emissora de Natal (RN). Ele afirmou que uma menina de 16 anos é histérica, que “está precisando de um homem, de um macho ou de uma fêmea, pois ela precisa de sexo porque é uma mal amada”. Na ocasião também acusou a jovem de fumar maconha. Ainda sobrou para jornalistas que, segundo Negreiros, gostam de porcaria.
Tudo isso, porque Greta Thunberg, 16 anos, ativista, fez um discurso duro em defesa do meio ambiente e criticou os dirigentes das principais nações do mundo, em evento paralelo à Conferência da ONU. Greta Thunberg foi Indicada ao Prêmio Nobel da Paz e já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU e no Fórum Econômico Mundial. É vegana e portadora de Síndrome de Asperg, um tipo de autismo. Foi a criadora do Fridays for Future, um movimento global de estudantes em prol do meio ambiente que já contou com a participação de mais de 1,5 milhão de jovens em mais de 100 países. O que está por trás desse discurso machista, misógino, raivoso e cheio de ódio do apresentador Gustavo Negreiros? Pode-se discordar do discurso de Greta, pode-se argumentar que há patrocinadores com interesses inconfessos apoiando a menina, pode-se discordar que existam eventos paralelos à Conferência da ONU. Mas não é possível ficar calado diante de um ataque como o feito por Negreiros. Porque ele não atacou apenas Greta. Ele atacou todas as mulheres e meninas que lutam por seus ideais. Ele atacou a juventude porque acha que ela não tem o direito à palavra, não tem direito a opinar. Onde o discurso de Greta tem a ver com a sua vida sexual? O machista não se contrapôs, não contra-argumentou ao que ela disse. Não. Ele tentou desqualifica-la da pior maneira possível. Não buscou argumentos para debater meio ambiente com ela. Falou sobre seu corpo, sua sexualidade. Para essa criatura, jovens e mulheres não têm o direito de opinar e de ocupar o espaço público. Nós, que representamos os estudante brasileiros, repudiamos de forma veemente essa declarações, esse comportamento desrespeitoso e nos sentimos como Greta se sentiria se ficasse sabendo que, no Brasil, em pleno século 21, um radialista usa uma concessão pública para atacar com seu ódio misógino quem defende um mundo mais justo. Nos sentimos atingidos e no direito de reafirmar que esse tipo de declaração não nos calará nem nos colocará na defensiva. Vamos continuar denunciando as injustiças, lutando pelo meio ambiente, pela educação de qualidade e pelos direitos da juventude e das mulheres. Felizmente, a reação da sociedade às infelizes declarações foi forte e rápida. As empresas retiraram o patrocínio ao programa, o apresentador foi demitido e temos a opinião de que deveria ser processado, porque foi muito além do direito à liberdade de expressão. A Associação de Juristas Potiguares pelo Democracia e Cidadania (AJPDC) veio a público por meio de uma nota, repudiar a fala de Negreiros, que também é advogado. Diz a nota que “a fala misógina disfarçada de opinião evidencia a necessária e urgente desconstrução dos estereótipos machistas e o debate sobre a discriminação da mulher na sociedade, especialmente, no nosso país”. Esse episódio de preconceito geracional e misoginia tem que ser pedagógico e ensinar pra Natal e pro Brasil que o povo não aceita mais essas atitudes. Sabemos que esse não foi o primeiro caso de machismo na mídia, mas nossa batalha e pressão é pra que seja o último.

Por Pedro Gorki
Presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas-UBES

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Atacar Paulo Freire não é só desrespeito a brilhante pessoa que foi, mas também desrespeito a educação brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro, para muitos somente “Bozo”, chamou nesta segunda-feira (16) de “energúmeno” o educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, e declarou que a programação da TV Escola “deseduca”. Mostrando para o mundo que, o energúmeno é ele mesmo! O professor, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921 - 1997) é o nome brasileiro de maior peso quando se fala em educação. Seu legado para a pedagogia e prática educacional mundial lhe rendeu incontáveis honrarias, prêmios, e referências no meio acadêmico. O educador Paulo Freire figura entre as personalidades brasileiras mais homenageadas da história, com grau honorário de doutor em universidades europeias, africanas e americanas, prêmios da UNESCO e um reconhecimento incomparável na sua atuação pela educação, especialmente a popular. Atacar Paulo Freire não é só desrespeito a pessoa, pois foi um homem digno que levou o nome do pais positivamente a todo o mundo, mas também desrespeito a educação e a todo educador brasileiro. Seleciono aqui, 9 frases que traduzem o pensamento do Patrono da Educação Brasileira:

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”

“Não existe tal coisa como um processo de educação neutra. Educação ou funciona como um instrumento que é usado para facilitar a integração das gerações na lógica do atual sistema e trazer conformidade com ele, ou ela se torna a "prática da liberdade", o meio pelo qual homens e mulheres lidam de forma crítica com a realidade e descobrem como participar na transformação do seu mundo.”

“A educação faz sentido porque as mulheres e homens aprendem que através da aprendizagem podem fazerem-se e refazerem-se, porque mulheres e homens são capazes de assumirem a responsabilidade sobre si mesmos como seres capazes de conhecerem.”

“É preciso que a leitura seja um ato de amor.”

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.”

“A desumanização, embora seja um fato histórico concreto, não é um destino dado, mas o resultado de uma ordem injusta que gera violência nos opressores, o que, por sua vez, desumaniza os oprimidos.”
Por José Santiago

domingo, 17 de novembro de 2019

Centro Acadêmico Josy Ramos debate Empoderamento Feminino e Violência contra mulher na UVA Cabo Frio.

Os integrantes do Centro Acadêmico de Serviço Social realizaram um grande debate sobre Empoderamento Feminino e Violência contra Mulher sob as visões de profissionais especializados. O auditório principal da Universidade Veiga de Almeida em Cabo Frio recebeu mais de 150 alunos que ouviram as explanações da Assistente Social Gilcilene Braga; da Advogada e Mestranda em Ciências Sociais Natalia Trindade; da Psicóloga Rozana Machado; e da Orientadora Jurídica Patrícia Medeiros, sobre a posição da mulher contemporânea na sociedade, seus desafios, avanços e retrocessos em relação as políticas públicas no enfrentamento da violência e emancipação da Mulher. Muito elogiado pela mediadora do debate, a Professora e Supervisora Acadêmica Jociane Souza, que destacou a importância do CA, na promoção das atividades extracurriculares, na defesa do curso e dos direitos dos estudantes. A atividade foi a primeira da nova gestão do CA, que tem como compromisso a luta pela sobrevivência do curso presencial na unidade, desafio gigantesco, tendo em vista a ofensiva neoliberal na educação superior que vem transformando cursos da modalidade “presencial”, em “à distância”, que é acompanhada de clara precarização do ensino, no conjunto de desmonte dos direitos dos assistentes sociais e deterioração da profissão.
Por José Santiago

sábado, 11 de maio de 2019

UNE prevê dia 15 grandes atos no país em defesa das universidades.


Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por vídeos e fotos das mobilizações organizadas nas universidades públicas e Institutos Federais (IFs). O motivo é o corte de 30% na verba da educação, suspensão de bolsas de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ataques ao ensino no país, promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Jessy Dayane, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), falou ao Brasil de Fato sobre as expectativas para o Dia Nacional em Defesa da Educação, 15 de maio, quando acontecerão atos em todo o país. Até esta sexta-feira (10), já eram cerca de 80 manifestações e assembleias marcadas em universidades públicas de vários estados, organizadas por estudantes universitários, docentes, técnicos das universidades, IFs, secundaristas e professores da educação básica.
“Esse corte coloca em risco a universidade pública e, consequentemente, a possibilidade de vários jovens que estão na educação básica de acessar o ensino superior. Esse corte acaba com o sonho de uma geração, de estudar em uma universidade pública, gratuita e de qualidade”, disse Dayane. Ela também lembrou que, além dos estudantes, a sociedade civil também é fortemente impactada, já as universidades públicas produzem pesquisas que visam o desenvolvimento social, científico e tecnológico.
Algumas universidades já iniciaram suas mobilizações, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que reuniu aproximadamente 3 mil estudantes, professores e funcionários em um ato no dia 6 de maio. No dia 8, cerca de 5 mil da Universidade Federal Fluminense (UFF) foram às ruas contra o corte de verbas. Já nos Institutos Federais, foi criada a campanha #TiraAMãoDoMeuIF, que mobilizou alunos dos IFs em todo o país. No dia 15, a efervescência estudantil gerada nos últimos dias deve chegar em seu auge.
“A nossa expectativa é que a mobilização seja muito grande. Sem dúvida será o maior ato desde que o governo Bolsonaro foi eleito, e há uma tendência de envolvimento do conjunto da sociedade” acredita Dayane. Segundo a vice-presidenta, a mobilização sobre a pauta da educação brasileira deve dar fôlego também para a greve geral contra a reforma da Previdência, no dia 14 de junho.
Por Bruna Caetano, do Brasil de Fato

sábado, 30 de janeiro de 2016

Musica da vida corrompida

          É inegavel o sucesso do programa "Ta no ar", da Rede Globo, uma das poucas coisas boas nesta emissora. Dirigido Marcelo Adnet e Marcius melhem, o programa é muito emgraçado, rapido, com uma pegada contemporanea. E sempre deixa boas mensagens.

Reclamamos tanto dos políticos, mas será que se estivessemos no lugar deles, faríamos diferente? O Brasil precisa de uma Revolução Cultural.

"A mudanças do mundo começa dentro de nós".
(Gandhi)




Ser ou não ser? Eis a questão!

Ótimo video, magnifica aula sobre importancia do ser humano e suas crençasdo perante ao universo. Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário Brasileiro.

     

quarta-feira, 1 de julho de 2015

UEA participa da Conferencia Municipal de Educação

Aconteceu em Araruama em ritmo de correria, a conferencia Municipal de Educação, cumprindo norma do governo Federal, a Prefeitura de Araruama deixou para ultima hora a realização da conferencia, que foi muito confusa e teve pouquíssima divulgação, o que refletiu na falta de participação da comunidade e de estudantes. Nós da UEA ficamos sabendo por acaso um dia antes da realização da mesma, e nem pudemos ter garantida a participação como delegados, pois segundo a secretaria de educação, a inscrição havia sido a dois dias atrás. Registra-se também a mesma confusão no dia da aprovação das normas da conferencia pelos vereadores na Câmara Municipal, que ficou lotada de professores e funcionários da Prefeitura. Os Vereadores corriam pelos corredores buscando informações para votação da mesma, pois o projeto só chegou à Câmara, no mesmo dia à tarde.
Por José Santiago

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Preso que estudar 12 horas poderá abater um dia de pena.



A presidenta Dilma Rousseff sancionou, na última quinta-feira (30), a lei que poderá abater um dia na sentença do preso a cada 12 horas de estudo. A nova regra, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), vale para os sentenciados em regime fechado ou semiaberto e visa incentivar o interesse pela formação escolar dentro do sistema penitenciário.Com a decisão, os presos ganham mais uma alternativa para diminuição do tempo de sentença. Anteriormente, a duração só poderia ser reduzida por decisão judicial ou por consequência de tempo de trabalho na penitenciária. Agora o detento terá os dois atributos a seu favor, que poderão ser somados com a finalidade de amenizar a condenação.Como justificativa para o projeto, está a visão de que com a escola e o trabalho, o preso terá mais oportunidades de reinserção na sociedade quando sua sentença estiver cumprida. O estudo poderá ser realizado presencialmente ou à distância, e deverão ser certificados por autoridades educacionais. Detentos impossibilitados por acidente de comparecer ou acompanhar os estudos, continuarão a ser beneficiados.Como um bônus ao incentivo, a cada etapa cumprida – ensino fundamental, médio ou superior – , o preso terá um terço a mais de todo tempo acumulado acrescido ao seu abrandamento. Em contrapartida, em casos de faltas graves, o juiz poderá revogar até um terço do tempo adquirido para a redução de pena. O preso que se encaixar na nova regra, deverá comprovar a frequência e aproveitamento educacional.

domingo, 2 de janeiro de 2011

UJS lança nota de repúdio à Escola Britânica.


A União da Juventude Socialista (UJS) lançou hoje nota de repúdio contra a atitude da Escola Britânica de expulsar 3 alunos flagrados fumando maconha. A Escola Britânica, tradicional colégio bilíngue do Rio de Janeiro, tomou a aitude na semana passada.

Leia abaixo a nota de repúdio da UJS.

Moção de repúdio à Escola Britânica

Na última semana, três jovens adolescentes de 16 anos foram expulsos da tradicional Escola Britânica do Rio de Janeiro por terem sido flagrados fumando maconha em um passeio de fim de ano.

A União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro (UJS-RJ) vem através desta nota manifestar seu repúdio à intolerante atitude da Escola Britânica. Manifestamos também nosso total apoio aos adolescentes e familiares envolvidos nessa situação constrangedora.

Infelizmente, a hipocrisia reina no sistema educacional brasileiro. As drogas, incluído ai o álcool e o tabaco, fazem mal à saúde e existem milhares de estudos científicos que comprovam tal afirmativa. No entanto, em vez de informar e orientar os jovens, a escola preferiu fechar os olhos para o problema e simplesmente expulsá-los, como se fossem criminosos. Um péssimo exemplo dado pela escola para a sociedade.

O que a escola identificou como problema, "o uso de drogas", certamente não será resolvido com a expulsão desses adolescentes. É possível que nenhum outro estudante ali, o faça em ambiente escolar, com medo da represália, mas esse era o problema da escola? O local? Vamos dar um basta à hipocrisia.

É certo que a questão das drogas não é um problema da escola, mas de toda a sociedade, no entanto, acreditamos que o seu papel é de ajudar a formar cidadãos críticos, que possam produzir conhecimento e identificar seus direitos e deveres, limites e capacidades, sem hipocrisia.

União da Juventude Socialista (UJS).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vestibular da UFRJ: 36% dos inscritos faltam ao primeiro dia de prova.


Cerca de 33 mil candidatos dos 92.365 inscritos faltaram ao primeiro dia do vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nesta segunda-feira. Eles deixaram de fazer as provas de português e literatura brasileira, redação e uma específica. Segundo o reitor da universidade, Aloisio Teixeira, o índice de abstenção de 36%, menor que os 42% do ano passado, está dentro do esperado.

- Tínhamos uma expectativa de faltosos maior que a de fato ocorreu. Depois, com o problema no Enem, achamos que seria menor. Mas, como a questão está sendo resolvida, não ficou nem tão baixo nem tão alto - avaliou Teixeira.

O reitor garantiu que a UFRJ manterá 60% das vagas destinadas ao Enem, sendo 20% reservadas para alunos da rede estadual de ensino.

- A maioria dos candidatos aceitou o Enem. É claro que não era para ter havido erro, mas o Enem é um êxito, um passo à frente para a democratização do acesso ao ensino superior - disse ele.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ENEM; grande oportunidade ou grande tormento?


O exame nacional do ensino médio, que a principio veio para ajudar milhares de jovem, entre outras coisas, a concluir o ensino médio, a testar conhecimento e junto ao PROUNI, conquistar uma vaga na universidade. Vem causando muita polemica. Nos últimos dias 6 e 7, milhares de pessoas realizaram o exame, mas devido a um erro no titulo da prova do dia 6, muita pessoas reclamaram e se acharam prejudicadas, tendo em vista que na sala que realizei a prova, fomos avisados e instruídos da forma correta em realizar o exame. Mas outro fato de grande incômodo aos participantes, inclusive a mim, foi o tamanho do exame; 180 questões, quase todas com grandes textos, o que tornava cansativo e aflitante o exame. Ouviram-se muitas pessoas reclamando da falta de tempo para se completar as provas, que no primeiro dia eram 4 horas e trinta minutos, e no segundo 5 horas e trinta minutos. Sou a favor do ENEM, e reconheço o bem que o mesmo faz aos nossos estudantes. Mas este tipo de exame deve ser mais bem avaliado para futuras confecções.

Por José Santiago

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jovens de baixa renda são maioria nas faculdades.


Um fenômeno recente está dando novo rosto às universidades brasileiras e mudando, para melhor, a vida de milhares de famílias. Pesquisa inédita do Data Popular, instituto especializado em mercado emergente no Brasil, revela que, pela primeira vez na década, jovens de baixa renda são maioria nas faculdades. A reportagem foi publicada no jornal O Dia deste domingo (7). Segundo a pesquisa, os jovens são 73,7% dos universitários. “É um contingente enorme que representa a primeira geração de suas famílias a obter um diploma de nível superior”, constata Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa. O estudo mostra que os estudantes da classe D, oriundos de famílias que ganham menos de 3 salários mínimos (R$ 1.530), ultrapassaram os filhos da elite nos campi. Uma das razões para esta revolução no ensino apontada por Meirelles foi o Programa Universidade para Todos (ProUni) que já atendeu 747 mil estudantes de baixa renda nos últimos seis anos. Só em 2010 (primeiro e segundo semestres) mais de 240 mil bolsas do ProUni foram ofertadas, sendo mais de 11 mil no Rio de Janeiro. De 2002 a 2009, as faculdades, públicas e particulares, receberam 700 mil estudantes da classe D — média de 100 mil jovens a cada ano. Se há oito anos eles ocupavam somente 5% do bolo universitário, em 2009 chegaram a 15,3%. Já os da classe A perderam participação no total: a fatia caiu de 24,6% para 7,3%. De acordo com Meirelles, para esses jovens a universidade é um investimento pesado, mas que vale a pena: “A família vê no estudo a única chance de mudar as condições de vida de todos”. Segundo ele, a classe C já representa o maior número de alunos em escolas privadas, com mais de 4 milhões de crianças matriculadas. Ainda na classe C, 68% das pessoas estudaram mais do que os pais; entre a classe A esse percentual é de apenas 10%. A partir do ano que vem, jovens terão mais um incentivo. A UFRJ vai destinar 20% das vagas para estudantes de escolas públicas. Os candidatos serão aprovados por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A instituição planeja dar mil bolsas-auxílio, Bilhete Único Intermunicipal e netbooks.
-Entre 2002 e 2009, o número de universitários no Brasil passou de 3,6 milhões para 5,8 milhões, um avanço de 57%.

-Noventa por cento da população ganham até 10 salários mínimos e movimentam R$ 760 bilhões ao ano.

-As classes A e B detêm 26,3% das vagas no ensino superior, enquanto estudantes da C, D e E representam 73,7% do total.

-Em todas as classes sociais, houve aumento dos homens nas faculdades, mas as mulheres são a maioria (57%).

-A média da idade dos universitários aumentou: passou de 25,87 em 2002 para 26,32, em 2009.

-A necessidade de trabalhar para pagar a faculdade faz com que a maioria prefira estudar à noite ou em meio período.