Pra ser muito mais Brasil !!!

"Não basta que nossa causa seja pura e justa. É necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós!" (Che Guevara)

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Os mais ricos não deveriam pagar mais impostos?


“O Brasil é tão contraditório que quem tem um carro popular paga em média 600 reais de imposto anual, já quem tem um Iate ou jato, não paga nenhum imposto anual.”

Com a reforma tributária, vem ganhando força o debate sobre taxar grandes fortunas, se bem que motivos para isso sempre tivemos, inclusive em 2019, os 2.153 bilionários que haviam no mundo tinham mais dinheiro do que o total somado de 60% da população do planeta (4,2 bilhões de pessoas aproximadamente) denuncia a ONG Oxfam em um relatório apresentado no ultimo fórum econômico mundial na cidade de Davos, Suíça, destacando concentração da riqueza em detrimento, sobretudo das mulheres, primeiras vítimas da desigualdade.

Na semana passada foi divulgado uma lista de uma lista de 42 brasileiros que aumentaram sua fortuna em US$ 34 bilhões, mesmo durante a pandemia, cada um teve um ganho aproximado de 30% em suas fortunas.

No Congresso nacional, quase metade dos deputados declarou nas eleições de 2018 ter patrimônio superior a R$ 1 milhão, enquanto no Senado esse patamar chega a quase 66%. Isso quer dizer que muitos parlamentares podem ter de votar para ampliar os próprios tributos. Entre os que já se posicionaram: O deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), com patrimônio de R$ 38 milhões, tem opinião a favor; o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), com R$ 28 milhões em bens, tem opinião contra; E com patrimônio de R$ 238 milhões, o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), se disse aberto ao debate. Lembrando ainda que o presidente Bolsonaro e todos seus filhos também fazem parte da lista de milionários...

O fato é que se a população não se posicionar e pressionar os congressistas e presidente da república, iremos continuar pagando sempre o custo das crises...

Por José Santiago


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Quem está com a razão neste mundo de insensatez?


Nos últimos dias muito se debateu sobre o posicionamento do Presidente Jair Bolsonaro, e de seu ministro da saúde Luiz Mandetta, quanto as medidas a serem tomadas no combate ao Corona Vírus. Nas redes sociais tiveram argumentos de conspiração orquestrada por Mandetta, e minimizando os riscos do Covid-19. Assisti um vídeo que recebi em um grupo de whatssap, de um debate na CNN, do qual tinha apenas a fala de Caio Copolla, que confesso não conhecer, tão pouco suas obras, pode ser até um pouco de alienação minha, pois quase não assisto televisão, somente alguns determinados programas pontualmente. É ruim assistir a debates que só mostram a fala de uma pessoa, como foi propagado em redes sociais. Acredito que até pode haver oportunismo, de um ou outro governador (Witzel, Doria, talvez mais um ou dois), mas dizer que os 15 governadores estão se aproveitando da crise. Acho um pouco fora da realidade, tendo em vista que estes mesmos governadores também estão perdendo suas maiores fontes de recursos, os repasses de ISS, imposto cobrado sobre produção e venda de produtos e serviços, portanto, estar tudo parado também os afetam, e muito. Sem falar que eles não decidiram isso por si só, é uma recomendação do ministério da saúde (Mandetta foi indicado ao cargo pelo próprio Bolsonaro); Recomendação dos maiores líderes políticos mundiais (inclusive dos EUA, onde tudo está parado e hoje é o país com maior números de vítimas); Recomendação da academia mundial de medicina, isso incluí especialistas infectologistas e bio-cientistas; E recomendação da OMS. Caio diz ainda que há censura ao Presidente, acredito que ele tenha se referido as postagens que o presidente teve apagada no Facebook, Instagram e Twitter, mas estas redes tem regras pré-estabelecidas e o mesmo as descumpriu. Como criticar censura, se este é o governo que mais censurou obras áudio visuais na história do país, perdendo somente para o período de ditadura militar? Quanto a levarmos em consideração outras ciências como a econômica, num assunto exclusivamente de saúde pública, acho bem delicado, podemos usar da frase utilizada por Caio: "salvar a economia é salvar vidas". Mas levando-se em consideração "salvar a economia é acabar com a reclusão social, o que levaria a morte de milhares ou até milhões de brasileiros. Tenho uma proposta mais inteligente, que salvaria a economia e reduziria drasticamente o número de mortes: Continuamos a reclusão social, o Governo tomaria 90% da fortuna dos 30 homens mais ricos do país e distribuímos essa riqueza, que certamente seria maior que o PIB de diversos países. A economia e o povo estarão salvos, e não perderíamos mais uma vida sequer, pelo menos, não por negligencia. Os fãs de Bolsonaro ficarão muito felizes, entre estes 30 mais ricos, estão os irmãos Marinho, donos de Globo. Embora acho que também venham a ficar tristes, porque neste grupo devam estar Bispo Macedo e Silvio Santos. Até o dia 14/04 tínhamos um total de 25.252 casos de Covid-19, somente nas últimas 24 horas foram 1.832 novos casos, e a TeleSUS chegou ao número de 5,7 milhões de atendimentos, o que faz pensar que a proporção de pessoas infectadas pode ser muito maior. A situação é séria, precisamos seguir as recomendações de pessoas altamente qualificadas e que não tem interesses pessoais. É preciso ficar em casa e cuidar da sua higiene e saúde, e dos seus.
Por José Santiago

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Curso Municipal de Formação Política do PCdoB/UJS Araruama.

🇧🇷✊🏼💪🏼🇧🇷✊🏼💪🏼🇧🇷✊🏼💪🏼
Curso Municipal de Formação Política do PCdoB/UJS Araruama.

8/2 (sábado) as 16 horas.

Programação:

👊🏼16:00 Abertura;
👊🏼16:15 CPS (Curso do programa Socialista) Com Zé Roberto - Secretário Estadual de Formação do PCdoB/RJ;
👊🏼18:15 Debate;
👊🏼19:00 Tijolo Cineclube, com os curtas:

- MAN 3min37 (Steve Cutts)
- EL EMPLEO 6min24 (Santiago Bou Grasso)
- ESCRAVOS DA TECNOLOGIA 4min (Steve Cutts)
- FELICIDADE CONSUMISTA 4min17 (Steve Cutts)
- FALANDO AO TELEFONE (Wake up call) 5min58 (Steve Cutts)
- PAJERAMA 8min57 (Leonardo Cabral)

👊🏼19:40 Mesa: "Os impactos do capitalismo no mundo: O retrato de um sociedade doente, e há cura?" Com Yuri Costa - Secretário Estadual de Formação da UJS-RJ.
👊🏼21:00 Encerramento / Confraternização.

Local: Câmara Municipal de Araruama 
Rua Breno Resende, 120 Centro. (Ao lado da Prefeitura de Aaruama)

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Relatório apresentado no Fórum Econômico Mundial em Davos traz números alarmantes sobre desigualdade social.


A desigualdade econômica está fora de controle. Em 2019, os bilionários do mundo, que somam apenas 2.153 indivíduos, detinham mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas. É o que mostra o relatório “Tempo de cuidar: o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago e a crise global da desigualdade”. Esse grande fosso baseia-se em um sistema econômico sexista e falho, que valoriza mais a riqueza de um grupo de poucos privilegiados, na sua maioria homens, do que bilhões de horas dedicadas ao trabalho mais essencial – o do cuidado não remunerado e mal pago, prestado principalmente por mulheres e meninas em todo o mundo. As tarefas diárias de cuidar de outras pessoas, cozinhar, limpar, buscar água e lenha são essenciais para o bem-estar de sociedades, comunidades e para o funcionamento da economia. A pesada e desigual responsabilidade por esse trabalho de cuidado perpetua as desigualdades de gênero e econômica. Essa situação precisa mudar. Governos ao redor do mundo devem agir para construir uma economia humana que seja feminista e que valorize o que realmente importa para a sociedade, em vez de promover uma busca interminável pelo lucro e pela riqueza. Investir em sistemas nacionais de cuidado para equacionar a questão da responsabilidade desproporcional assumida pelo trabalho de mulheres e meninas, adotar um sistema de tributação progressiva, com taxas sobre riquezas, e legislar em favor de quem cuida, são passos possíveis e cruciais a serem dados para uma mudança.
Se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.
Os 22 homens mais ricos do mundo têm mais riqueza do que todas as mulheres da África.
Mulheres e meninas ao redor do mundo dedicam 12,5 bilhões de horas, todos os dias, ao trabalho de cuidado não remunerado – uma contribuição de pelo menos US$ 10,8 trilhões por ano à economia global – mais de três vezes o valor da indústria de tecnologia do mundo.
Fonte: OXFAM – www.oxfam.org.br

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Atacar Paulo Freire não é só desrespeito a brilhante pessoa que foi, mas também desrespeito a educação brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro, para muitos somente “Bozo”, chamou nesta segunda-feira (16) de “energúmeno” o educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, e declarou que a programação da TV Escola “deseduca”. Mostrando para o mundo que, o energúmeno é ele mesmo! O professor, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921 - 1997) é o nome brasileiro de maior peso quando se fala em educação. Seu legado para a pedagogia e prática educacional mundial lhe rendeu incontáveis honrarias, prêmios, e referências no meio acadêmico. O educador Paulo Freire figura entre as personalidades brasileiras mais homenageadas da história, com grau honorário de doutor em universidades europeias, africanas e americanas, prêmios da UNESCO e um reconhecimento incomparável na sua atuação pela educação, especialmente a popular. Atacar Paulo Freire não é só desrespeito a pessoa, pois foi um homem digno que levou o nome do pais positivamente a todo o mundo, mas também desrespeito a educação e a todo educador brasileiro. Seleciono aqui, 9 frases que traduzem o pensamento do Patrono da Educação Brasileira:

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”

“Não existe tal coisa como um processo de educação neutra. Educação ou funciona como um instrumento que é usado para facilitar a integração das gerações na lógica do atual sistema e trazer conformidade com ele, ou ela se torna a "prática da liberdade", o meio pelo qual homens e mulheres lidam de forma crítica com a realidade e descobrem como participar na transformação do seu mundo.”

“A educação faz sentido porque as mulheres e homens aprendem que através da aprendizagem podem fazerem-se e refazerem-se, porque mulheres e homens são capazes de assumirem a responsabilidade sobre si mesmos como seres capazes de conhecerem.”

“É preciso que a leitura seja um ato de amor.”

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.”

“A desumanização, embora seja um fato histórico concreto, não é um destino dado, mas o resultado de uma ordem injusta que gera violência nos opressores, o que, por sua vez, desumaniza os oprimidos.”
Por José Santiago

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Pontes indestrutiveis, ou destrutiveis?

Por mais que hoje pareça que estamos mais próximos, que a internet e as redes sociais sejam pontes que nos aproximam, o fato é que vivemos em um mundo virtual, superficial, e repleto de insignificâncias. Pode parecer que temos todas informações a um click, mas qual é a veracidade destas informações? E o que é mais conflitante, é a qualidade das relações que construímos na internet, claramente tão superficiais quanto as informações. Assim como ela torna mais fácil destruir uma amizade construída pessoalmente, simplesmente por uma má comunicação ou por desacordo sobre algo. Você já reparou que por mais fácil que a internet torne nossa comunicação, ela nos trás um certo limite, quanto a construção de amizades e conhecimento sobre as pessoas nas quais nos relacionamos. Um grande exemplo disso, é o quanto conhecemos e participamos da vida de pessoas que nos rodeiam e se relacionam conosco diariamente. Praticamente não conhecemos mais os professores, e demais funcionários das escolas dos nossos filhos; Não conhecemos mais o carteiro; O gari; A pessoa que faz pequenos reparos em nossa casa; O jornaleiro; O padeiro; O motorista de ônibus; O trocador (este ultimo nem existe mais, teve sua função atribuída ao motorista) e nem percebemos isso. Não participamos ativamente da vida e sequer conhecemos nossos próprios filhos, irmãos, pais, companheiro(as). Deixamos as novas tecnologias e alienação do capital nos tirar uma das coisas mais importantes, a capacidade de nos relacionar, de ouvir e observar, de nos tocarmos, de nos conhecermos, de nos amarmos…
Por José Santiago

domingo, 4 de setembro de 2016

Quem sou e porque sou candidato!

       
Nasci em São João de Meriti, passei por diversos lugares do Estado do Rio de Janeiro, mas por Araruama me apaixonei e aqui resolvi construir minha família, eu e minha esposa, a artista e professora Karol Costa estamos há espera de nosso segundo filho, e quero contribuir para que nossa cidade volte aos seus melhores dias, apresentando perspectivas para os seus mais de 30 mil jovens. Coordenei diversos projetos sociais, inclusive o Projeto “Pequenos Grandes Craques”. Sempre fui sensível às causas dos excluídos, principalmente a população mais pobre da qual lutei por mais de 10 anos no movimento estudantil, pela sua inclusão nas universidades, por mais investimentos na Educação e Cultura. Hoje sou profissional da saúde e continuo atuando no movimento social, agora pela classe trabalhadora, pela melhoria das condições do trabalho, por mais investimentos na saúde, etc. Formado em Gestão de Garantia da Qualidade e estudante de Serviço Social e Pedagogia, atuo também como escritor. Construí assim minha vida, organizando movimentos de participação popular, principalmente dentro das escolas e universidades, pois acredito que a Educação, Cultura e Esporte são o caminho para transformação positiva da nossa sociedade. E juntos vamos construir uma Araruama mais justa, fraterna e igualitária.

sábado, 2 de abril de 2016

"Ser legalista não é o mesmo que ser governista." (Mônica Iosi)


"Mas, Rita, nem parece que você estudou tanto para defender o indefensável'.



Então, estudei muito, o bastante para saber que quando as caravelas por aqui chegaram, trouxeram todo o tipo de bandido para colonizar o Brasil. Depois, fatiaram o país e criaram as capitanias hereditárias, algumas vivas até hoje na mão da família Sarney. Em seguida, um REI, fugindo de Napoleão Bonaparte, abandona Portugal à própria sorte e vem ser imperador por essas bandas, fundando o Banco do Brasil com dinheiro roubado dos cofres de lá. 

Estudei o suficiente para saber que no século XVIII enforcaram e esquartejaram um cara que lutava por liberdade e que foi condenado através do que chamaríamos hoje de delação premiada. Sei também de um outro cara, que em Canudos quis recomeçar com sua comunidade, implantou um sistema autossuficiente onde todos podiam plantar, colher, trabalhar e que as tropas da recém criada república dizimaram, não sobrou uma única pessoa viva em canudos. Estudei o bastante também para saber que a abolição da escravatura não foi nada além de uma jogada de mercado, influenciada e financiada pelos cofres ingleses e que a proclamação da república não foi um ato de reconhecimento do clamor do povo, mas uma jogada de gabinete que levou os militares ao poder pela primeira vez. Não esqueçamos que nosso primeiro presidente da república foi um marechal. 

Depois disso, sei também que até 1930, paulistas e mineiros se alternavam no poder, numa clara afronta à democracia até que Getúlio Vargas toma o poder, não nos levando a uma democracia, mas a uma ditadura até 1945, quando finalmente as pessoas puderam votar e o elegeram presidente; e ele acabou morrendo sendo chamado de o 'maior corrupto da história' e até hoje a História se divide entre os que acreditam e os que não acreditam nisso. Em seguida João Goulart, que lutava pela reforma agrária, reforma política, melhores condições de trabalho, defesa do 13º salário, foi deposto pelos militares como o 'maior corrupto da História do Brasil'. Então mergulhamos em 21 anos de ditadura, de mortos, desaparecidos políticos, famílias dizimadas pela fome, falta de comida no mercado para comprar, inflação de 83% ao mês, fim das liberdades políticas para o cidadão, corrupção na construção da Transamazônica, do Riocentro, desvios já na Petrobrás, concessões de rádio e TV para algumas poucas famílias, entre elas os Marinho, enriquecimento ilícito de empresários, financiamento de golpes no Chile e no Uruguai através de bancos estadunidenses... dinheiro na mala... e por aí vai... 

Com o fim da ditadura, vieram os gatilhos do Sarney e então enfrentávamos inflação entre 70 e 73% ao mês. Até que chegou o "caçador de marajás" que renunciou sob denúncias de caixa 2 na campanha, tráfico de influência e cassação da poupança. Chega a vez do intelectual governar por 8 anos o país e vieram as privatizações, 100 bilhões desviados da Petrobras e que segundo o seu herói juiz Moro, "não vem ao caso". A venda da Vale do Rio Doce para a Samarco sob fortes indícios de irregularidades que nunca foram investigadas e sim arquivadas. Sei também, através de meus estudos, que só em 1995, governo FHC, 5.000.000 de nordestinos morreram de fome, mas tudo bem, é no nordeste né? Por isso Betinho saiu pelo Brasil na campanha Brasil sem fome. Internacionalmente, tinha governante que achava que o Brasil ficava na África por sermos semelhantes aos países mais pobres daquele continente. E ninguém bateu panela por isso. 

Ninguém bate panela pelos 55.000 jovens negros mortos pela polícia todos os anos, ninguém bate panelas pelo fim do estupro das mulheres (1 a cada 1,3h no Brasil), ninguém bate panela pelos índios mortos no Pará e no Mato Grosso pelos latifundiários do gado, ninguém bate panela pedindo e prisão de Aécio Neves, já citado na lava jato 4 vezes em diferentes delações [agora já são 5 vezes, é penta!]. Ninguém bate panela pedindo a aceleração do processo de afastamento de Eduardo Cunha da câmara de deputados [pelo contrário, ele continua na câmara e preside o rito do impeachment]. Ninguém bate panela pela prisão de Paulo Maluf. Ninguém vai prá rua pedir justiça pelo pedreiro ou pela doméstica negros mortos covardemente pela polícia. 

Batem panela e vão para a rua contra as cotas que colocaram os negros em ambiente branco, nas universidades. Batem panela contra os 36.000.000 de brasileiros que saíram da extrema pobreza, tirando o Brasil do mapa da fome mundial. Batem panela contra o Prouni, batem panela para o luz para todos que levou energia elétrica para o sertão, batem panela contra a transposição do São Francisco, que começou este ano a levar água para os confins do nordeste. Batem panela para o minha casa minha vida, que deu um pouco de moradia digna para quem vivia em condições subumanas. Batem panela para o crédito rural que baixou o juro para o pequeno agricultor. Batem panela para os 4 anos de IPI 0% na compra de automóveis. Batem panela para o ciência sem fronteira que está levando nossos universitários para complementarem seus estudos nas melhores universidades do mundo. Batem panela para a Polícia Federal livre para investigar, e só por isso Lula está sendo investigado. 

Enfim, não defendo a pessoa do Lula, até porque NADA foi provado, TUDO ainda está sendo investigado e se for comprovado ele será sim julgado, independente da instância. Defendo, tudo o que a massa de manobra da globo e da elite raivosa está querendo comprometer. Defendo um projeto de país livre do FMI, um projeto que tem muito a avançar, porque ainda há muito o que fazer, na segurança, educação, saúde que estão sim, muito precárias, mas que se a gente não tivesse perdendo tempo na frente do Jornal Nacional, poderíamos estar lutando para arrumar. Porque um executivo que tenta trabalhar com um legislativo podre como o nosso é como uma mãe que trabalha o dia inteiro pros filhos jogarem a comida da panela fora só para bater no fundo. Não confundam as coisas. 

Não defendo bandido, mas também não lambo bota de uma elite que não odeia, ela terceiriza o ódio e é isso que vemos agora. Tem gente que sai de camiseta vermelha na rua e apanha dos que vestem a camiseta da corrupta CBF, enquanto os que não aguentam mais ficar longe do poder estão sentadinhos na frente do Bonner tomando seu scoot 12 anos. Sim, a casa grande surta quando a senzala aprende a ler, e a gente aprendeu, e se tivermos que cair, vamos cair lutando, porque sabemos a diferença entre sermos os coitadinhos e os protagonistas da História. Não aceitamos mais as migalhas dos caridosos, queremos justiça social e é isso que os poderosos não estão aguentando, pobre protagonizando sua história. Pobre em aeroporto, pobre comprando carro, pobre comprando casa, filho de pedreiro virando médico, pobre indo a restaurante... etc... como disse a socialite Danuza coxinha Leão 'Não tem mais graça ir a Paris porque agora você encontra o porteiro do prédio lá'... e isso incomoda, e muito. Sim, eu estudei, e gostaria de ter dois cérebros, para estudar ainda mais!!!" 

Acrescento: Como intelectual que busco ser, acredito piamente que o meu papel é defender a democracia no Brasil. Estudei, estudo e estudarei ainda mais para isso.


Rita Roldão

sábado, 30 de janeiro de 2016

Musica da vida corrompida

          É inegavel o sucesso do programa "Ta no ar", da Rede Globo, uma das poucas coisas boas nesta emissora. Dirigido Marcelo Adnet e Marcius melhem, o programa é muito emgraçado, rapido, com uma pegada contemporanea. E sempre deixa boas mensagens.

Reclamamos tanto dos políticos, mas será que se estivessemos no lugar deles, faríamos diferente? O Brasil precisa de uma Revolução Cultural.

"A mudanças do mundo começa dentro de nós".
(Gandhi)




Ser ou não ser? Eis a questão!

Ótimo video, magnifica aula sobre importancia do ser humano e suas crençasdo perante ao universo. Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário Brasileiro.

     

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Eu também quero uma estação do metrô!

Você sabia que com o dinheiro que vai ser gasto com o metrô de Ipanema até o Leblon - Gávea (extensão da linha 1), daria para construir o metrô do centro da cidade até Realengo, pelo maciço rochoso da cidade do Rio de Janeiro? Você sabia que esse projeto do governo (extensão da linha 1) prevê a´penas duas estações, nas areias de Ipanema e uma outra nos sedimentos do Leblon, enquanto pelo maciço rochoso pode-se ter 18 estações do centro até Realengo? Isso tudo poderia ser construído em 4 anos, sem grandes remoções e transformações no meio ambiente natural da cidade transportando, em uma primeira etapa, 1,2 milhões de passageiros por dia, com tarifa de no máximo R$ 3,50. Mas o governo da cidade do Rio de Janeiro não esta em ai, para o trabalhador pobre que passa até 8 horas por dia no transito engarrafado da Avenida Brasil, enquanto os ricos desfrutam do transporte coletivo, barato, rápido e seguro. Como já dizia um idiota; "Pode isso Arnaldo?".

segunda-feira, 23 de março de 2015

A responsabilidade de nossas palavras.

Tem gente que gosta de falar mal dos outros, mesmo que não seja em beneficio de causa alguma, quer mesmo é falar mal. Tem gente que quer falar não, importa o que, mas quer deixar seu recado, assim como tem gente que gosta de ficar quieto, mesmo não sendo tímido, gosta mesmo é de observar. Tem gente que só consegue falar no mesmo assunto, pois pra ele, aquilo é a coisas mais importante do mundo. Tem gente que prefere falar a verdade e, outras só mentem. Eu já gosto de falar sobre o que gosto, observo e analiso, e levo tanto em consideração, que escrevo e divulgo. Mas não sabia a dimensão de alcance que tinha este veiculo. Estes dias cheguei a ficar assustado, pois duas pessoas das quais as considero muito, me disseram que lêem constantemente esta coluna. Fiquei muito feliz e em seguida fiz uma reflexão; “O que elas acham da coluna?” E me apeguei a responsabilidade que minhas palavras exercem em minha imagem ou até mesmo em poder influenciar outras pessoas. Portanto devemos vigiar sempre o que dizemos, seja pra uma pessoa ou para uma multidão, somos responsáveis pelas nossas palavras que muitas vezes entristecem ou alegram as vidas das pessoas, as fazem refletir, talvez até mudar seu posicionamento. E eu sigo aqui escrevendo, quem sabe um dia possa influenciar tanto quanto Karl Marx, ou apaixonar tanto quanto Drummond, quem sabe até vender como Paulo Coelho. Mas por enquanto prefiro ficar aqui, sem muita pretensão expondo o que gosto, observo e analiso. E muito obrigado aos meus queridos Leandro Valdivino jovem Pedagogo e a Grande Sueli Amaral Cerimonialista, que considero a nossa Fernanda Montenegro da Comunicação Araruamense, pelo tempo em que os mesmos dedicam em ler esta coluna e o carinho com este autor.

Por José Santiago

sábado, 21 de março de 2015

Como Fabricar um Bandido

Em tempos de debates sobre redução da maioridade penal, o texto do Desembargador Siro Darlan escrito ha quase 10 anos é atualíssimo, até porque temos hoje os mesmo problemas sociais daquela época e uma sociedade conservadora e reacionária como nunca;

Escolha uma criança, de preferência negra e de uma família de prole numerosa; é recomendável o sexto ou sétimo filho, e que o pai seja omisso no cumprimento do exercício do poder familiar e sequer tenha registrado seu filho. Os irmãos devem preferencialmente ser de pais diferentes e, a mãe, se não for alcoólatra, deve estar desempregada. Deve residir em comunidade onde o poder público só comparece para trocar tiros e deixar vítimas. Não pode ter escola, nem posto de saúde e receber com freqüência a visita do “caveirão”. Será fácil achar essa comunidade no Rio de Janeiro.
Ensine, desde cedo a essa criança, que ela não é amada, que é rejeitada por sua própria mãe, que a todo instante demonstra sua insatisfação com a maternidade. Para tanto, espanque-a pelo menos três vezes ao dia para que ela saiba que, na vida, tudo tem que ser tratado com muita violência. Impeça qualquer possibilidade de desenvolver-se sadia, pois esse fato estragará todo nosso projeto. Importante: repita sempre para essa criança que ela é má, coisa ruim e odiada pela família, principalmente porque chegou para dividir o pequeno espaço que os abriga e a escassa alimentação.
Pode-se optar por deixá-la em casa, na ociosidade, afinal faltam vagas nas creches do município, ou se preferir, encaminhe-a para uma escola onde os professores faltem muito e que as greves sejam freqüentes, caso contrário ela pode correr o risco de gostar de estudar e aí ser muito difícil continuar analfabeto, o que pode colocar em risco nosso projeto.
Na escola, procure discriminá-la e desestimular seu estudo, reprovando-a sempre. E, se praticar alguma traquinagem, expulse-a da escola. Importante também: não permita que seja alfabetizada porque ela pode desejar entrar no competitivo mercado de trabalho e ocupar o espaço reservado aos filhos das elites.
Outra opção interessante é colocar a criança para trabalhar desde muito cedo. Infância pra que? Perder tempo com brincadeiras não é coisa para criança favelada. Tem mesmo é que ganhar a vida muito cedo e ainda trazer dinheiro para sustentar a família faminta. A rua está cheia de espaço público para que elas fiquem vendendo balas e jogando bolinhas até que possa ser “usada” na exploração sexual, uma atividade lucrativa muito estimulada por adultos.
Fragilize-a. Não permita qualquer acesso à saúde; médicos e medicamentos devem ser mantidos à distância. Os hospitais públicos devem ser sucateados. Afinal, é preciso garantir os lucros cada vez maiores dos poderosos planos de saúde. Para acelerar sua debilidade, aproxime-a das drogas; a cola de sapateiro é um bom começo e ajuda a “matar a fome”. Se usar maconha, prenda logo esse marginal por estar usando uma droga tão cara já que têm disponível a cola e o “crack” muito mais baratos.
A campanha pela redução da responsabilidade penal é imprescindível para pôr logo esses “perigosos bandidos” na cadeia. Afinal são eles os grandes responsáveis por tanta violência ainda que os índices oficiais não cheguem a 2% dos atos violentos atribuídos aos jovens e o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro tenha constatado que eles são agentes de violência num percentual de 9,8% contra 91,2% onde são vítimas. Pura manipulação dos dados para favorecer estes “trombadinhas”. Reduzindo a responsabilidade penal você fica livre mais rápido dessa “sujeira” que ocupa os logradouros públicos denunciando a incompetência dos administradores públicos para implementar as políticas públicas necessárias para promover os excluídos à categoria de cidadãos.
É claro que eles já têm maturidade para responder por seus atos criminosos. Afinal assistem diariamente às nossas pedagógicas novelas e são informados pelos despretensiosos noticiários, que mesmo tratando o telespectador como a família Flinston, jamais influencia a nossa “livre” opinião. E, claro, todas as crianças e adolescentes do Brasil têm à sua disposição as melhores escolas do mundo.
A educação pública também deve ser da pior qualidade. Onde já se viu o ensino público competir com os tubarões do ensino particular? Caso isso venha a ocorrer, como manter os altos preços das mensalidades escolares? E a queda do lucro – e isso, nunca! Aquela ideia maluca de construir escolas de atendimento integral, com médicos, dentistas, atividades profissionalizantes, prática esportiva felizmente já saiu de pauta. Ficamos livres daqueles insanos, que já morreram. Queriam aplicar todo nosso dinheirinho dos mensalões e sangue suga em educação. Que desperdício!
Pode-se até fazer concessões com relação ao lazer. Deixe-a soltar pipas e foguetes, somente se estiver a serviço dos bandidos. Isso pode ser muito lucrativo para essa criança. O tráfico dá a ela a oportunidade que os empresários negam, de participar na divisão das riquezas com seu “trabalho ilícito”. Pode-se permitir, também, que brinque de mocinho e bandido e que as armas sejam de verdade, assim morrem mais rápido. As estatísticas mostram essa realidade.
O direito à convivência comunitária lhe deve ser assegurado, mas com ressalvas. Mantenha-a em uma comunidade comandada pela bandidagem. Ali ela não terá outra opção: ou adere ou morre. Se aderir, isso será por pouco tempo, porque logo será presa; é mais fácil prender crianças como “bucha de canhão” do que os adultos que as exploram e coagem; ou, então, logo ela será um número nas estatísticas do extermínio. Vez por outra, deixe-a fazer um estágio nas “escolas de infratores”. A convivência com outros adolescentes de mais idade, que praticam infrações mais graves, poderá aperfeiçoá-la e promovê-la a outra categoria do crime. Detalhe: essa “escola” deve estar à margem das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e os “educadores” devem odiar crianças e estar sempre munidos de palmatórias e cassetetes. Não pode essa escola ser dotada de qualquer proposta pedagógica, porque corre o risco de desviar o adolescente de seu destino criminológico.
Providencie uma poderosa campanha publicitária na mídia para que a opinião pública eleja essa criança seu inimigo público número um. Exiba sempre, nas primeiras páginas dos jornais, toda e qualquer infração praticada por criança ou adolescente, ainda que essa violência a eles atribuída seja uma raridade. Repita, sempre, nos maiores jornais e emissoras de televisão que ela é uma perigosa assassina, responsável por toda a violência existente no país. Nunca admita a efetivação dos preceitos constitucionais que lhe garantem direitos fundamentais que são costumeiramente desrespeitados pela família, pelo Estado e pela sociedade. Nunca diga que ela é vítima da omissão e da ausência de políticas básicas; isso pode ser considerado demagogia e a até acusarem você de defensor dos direitos humanos, o que é um conceito pejorativo no meio dos humanos.
Com uma campanha desse tipo, garante-se que os verdadeiros bandidos e mafiosos ficarão em segundo plano. Corruptos fraudadores, ladrões do dinheiro público só merecem publicidade uma vez ou outra para disfarçar. A ênfase maior deve ser dada ao “pivete”, “trombadinha” e “dimenor”.
Nunca deixe que se faça uma campanha para a colocação em família substituta: isso pode reduzir em muito o exército dos excluídos e considerar mais uma forma desleal de competição com nossos “mauricinhos” e “patricinhas”.
Tudo que você proíbe a essas crianças estimule aos outros adolescentes. Deixe que frequentem boates promíscuas onde podem exercitar suas carências afetivas agredindo os outros e usando drogas. Lá a venda de bebidas alcoólicas é livre para adolescentes abastados. O sexo é livre e sem limites. Nossos filhos precisam aprender a serem “homens” desde cedo. O acesso às drogas é permitido e até estimulado. Deixe que essa criança perceba que existe essa diferença no tratamento aos cidadãos que vivem sob a mesma lei. Isso servirá para aumentar as diferenças sociais, o ódio e a frustração de não poder ser tratada como o outro.
Pronto, você conseguiu, finalmente, criar o seu monstro. Agora conviva com ele.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

A importância de não estar só.

Me peguei refletindo sobre tudo que já fiz, principalmente em relação a minha militância política, os momentos bons e ruins, e acabei chegando a uma conclusão, que seja na vida pessoal ou profissional é preciso ter pessoas que nos acompanhem em nossa jornada, compartilhando as mais diversas aventuras, para preenchimento mutuo de nossos “copos”. Como disse Tom Jobim na letra da musica Wave; “É impossível ser feliz sozinho”. E me deparei com um profundo sentimento de gratidão a todos que têm feito da minha breve e insignificante vida, uma luta vitoriosa. São vocês meu amor Karol e toda minha enorme família, as dezenas de amigos que fiz no Rio de Janeiro e outros estados que passei, em especial o pessoal da Escola de dança Rodrigo Mota, a galera do DETRAN, ao Grande Zé Carlos e a Federação dos Químicos, a Simões, Antonieta do PCB, Braz, Iolanda, Normando, Helle-Nice e demais amigos da pontinha, A Angelah Dantas e colegas da Cultura, Ao Guilherme e sua turma dos Pura Qualidades, ao Professor Fabio Marinho e Sindicato dos Servidores de Araruama, ao Jornal a Voz, aos irmãos da UEA e JPT, aos companheiros do PT e da CUT, aos vereadores Marcelo Amaral, Ayron Freixo e o Ex Deputado Edson Santos, o meu muito obrigado. Com vocês sou tudo, com vocês seremos tudo.  
Por José Santiago

Facebook: José Santiago Souto

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A vida podia ser bem melhor e será

Após a grande comilança e “bebelança” nas festas de final de ano, fiz uma profunda reflexão, pois sei que enquanto compartilhava alegremente junto aos amigos e familiares, muita gente não tinha motivos pra comemorar, por mais que nosso país tenha melhorado, muitos ainda dormem nas ruas, não conseguem ter três refeições por dia, muitos não tem acesso a medicamentos e tratamento médico, muitos por mais que queiram, não tem acesso a escola, quanto mais a universidade, e por mais que morem em grandes cidades, os mesmo não tem acesso a elas, a seus bens culturais e estruturais. No mais percebo que ainda temos muito que evoluir, mas estamos no caminho certo, mesmo com o fantasma da corrupção, conseguimos ter a percepção que precisamos respeitar a opinião alheia, principalmente sobre seu corpo e costumes, percebemos que o futebol e televisão não são tudo. Ganhamos Nobel de Matemática, criamos um Banco Internacional e dissemos não aos Estados Unidos. Agora é necessário olhar pra dentro de nós, romper com a cultura de sempre se dar bem. Enfrentar uma fila é ótimo na companhia de um bom livro, levar uma multa é tranquilizador levando-se em conta que você estará seguro que não tirará a vida de ninguém no transito e devolver uma carteira e todo seu dinheiro ao dono, é dever, tendo em vista que o seu, esta garantido, devido ao seu trabalho. Portanto não é preciso passar por cima de ninguém, mentir, conspirar. Faça de 2015 uma grande revolução cultural na sua vida, trabalhe, estude, agradeça e sorria, sempre sorria; “Porque é bonita, é bonita e, é bonita...   

Por José Santiago

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quer conhecer a Matrix? Desligue a TV!

Estes dias assisti a uma entrevista com o musico Tico Santa Cruz, que alegou que o hit do Carnaval “Lepo Lepo”, era uma musica revolucionária, pois em épocas de Funk ostentação (letras que promovem carros importados, roupas de grifes e mulheres bonitas), uma letra que descreve um homem sem transporte próprio e sem teto que conquista a preferência de uma mulher, mudando o conceito de musica ouvido nos quatro cantos do Brasil. Não posso discordar completamente do Tico, mas prefiro acrescentar que uma revolução de verdade se daria se as letras de musicas tivessem um apelo intelectual ao invés de sexual. Precisamos que os artistas voltem a apresentar letras que falem de ideologia, política, amor, humor e paz, como faziam Chico Buarque, Elis Regina, Djavam, Tim Maia e O Rock dos anos 80. Mas isso depende muito também da nossa mídia que hoje em dia segue um caminho inverso. Mídia esta que nesta semana mostrou suas garras, noticiando de forma covarde a atitude de um professor de filosofia que citou a letra da musica “Beijo no ombro” em uma prova para despertar o pensamento critico de seus alunos. Por mais ridículo que pode parecer um assunto, ele pode ter coerência se apresentado de outra forma, por isso chamo a atenção para a mídia reacionária, mais especificamente os canais de TV; Globo, Rede TV, Bandeirantes, SBT e Record que são altamente manipuladores e defendem interesses do Capital, não levando em conta o dever de educar e informar de forma verdadeira a nossa nação. Por isso não engula sem antes mastigar bem as informação que você recebe da TV, internet, radio, jornais e revistas, inclusive as que acabou de ler.
Por José Santiago

Facebook / Orkut: José Santiago Souto

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Faroeste Caboclo Araruama

É com muita preocupação que descrevo este texto, pois a nossa Araruama que sempre foi uma cidade pacata e muito acolhedora vem sendo palco de crimes e atos de violência escabrosa, nos fazendo sentir medo de sair de casa e perder a esperança por um desenvolvimento sadio de nossa cidade. Em menos quinze dias tivemos três assassinatos que estamparam manchetes dos principais jornais do estado do Rio de Janeiro. O do Policial e candidato a vereador nas ultimas eleições Paulo Rolim, do queridíssimo Adailton “Ling-Ling assessor do Ex-Prefeito André Monica e de Luiz Lesuir Mendonça, aposentado, morador da Pontinha. Sendo descoberto neste ultimo caso, uma quadrilha de roubo de residências que atuava na região. Além do crescente trafico de drogas e armas nos bairros mais pobres da cidade, fazerem os Araruamenses viverem dias de muita insegurança. E apesar de haver possibilidades dos crimes terem envolvimento político. O que nos faze questionar ainda mais os rumos da nossa cidade. Se foram crimes políticos eu não sei. Mas de algo eu afirmo; “Precisamos de políticas publicas sérias em segurança, educação e Cultura. Para que não tenhamos um final muito triste para nossa querida cidade.”

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Meus heróis não morreram de overdose, e meus inimigos não estão no poder!

Não quero saber de opressão, mentira, perturbação ou dor. Não quero a hipocrisia da condenação de um ato comum. Não que todo comum dos dias de hoje sejam corretos, mas não acho certo disfarçar uma promoção induzida de interesses. O Superávit vai bem obrigado. A energia não é muita, mas não vai ser racionada. Querem corrigir a redação, mas a correção que de fato querem, é do negro e do filho do pobre na universidade. Como disse sabiamente o Ex-presidente Lula; “A direita até aceita dar um prato de comida ao pobre, mas não aceita que o mesmo sente com ele a mesa pra comer.” Não quero ver morrer o sonho Bolivariano, muito menos o sonho do fim da miséria. O inimigo espanhol é aliado do opressor da estrela de Davi, ambos, escravos do Tio San, não o Tio San de Araruama, mas aquele cupim imperialista criador de guerras e sonhos que se tornam pesadelos. Podem cortar as mãos do meu romantismo, mas sua revolução não será televisionada, o meu povo já se “ligou” no seu jogo mentiroso nos noticiários e nas novelas. No passado, mostramos que não temos medo de uniformes, e hoje mesmo que o inimigo seja invisível, lutaremos novamente nas ruas e nas matas. Conquistamos a democracia, e agora precisamos conquistar as rédeas de nossas vidas. Por enquanto vamos assim utilizando a arte cênica, sorrindo como um palhaço. Até mesmo porque a luta continua...


Por José Santiago