Por mais que hoje pareça que estamos mais
próximos, que a internet e as redes sociais sejam pontes que nos aproximam, o
fato é que vivemos em um mundo virtual, superficial, e repleto de insignificâncias.
Pode parecer que temos todas informações a um click, mas qual é a veracidade
destas informações? E o que é mais conflitante, é a qualidade das relações que
construímos na internet, claramente tão superficiais quanto as informações. Assim
como ela torna mais fácil destruir uma amizade construída pessoalmente,
simplesmente por uma má comunicação ou por desacordo sobre algo. Você já
reparou que por mais fácil que a internet torne nossa comunicação, ela nos trás
um certo limite, quanto a construção de amizades e conhecimento sobre as
pessoas nas quais nos relacionamos. Um grande exemplo disso, é o quanto
conhecemos e participamos da vida de pessoas que nos rodeiam e se relacionam
conosco diariamente. Praticamente não conhecemos mais os professores, e demais
funcionários das escolas dos nossos filhos; Não conhecemos mais o carteiro; O gari;
A pessoa que faz pequenos reparos em nossa casa; O jornaleiro; O padeiro; O
motorista de ônibus; O trocador (este ultimo nem existe mais, teve sua função
atribuída ao motorista) e nem percebemos isso. Não participamos ativamente da
vida e sequer conhecemos nossos próprios filhos, irmãos, pais, companheiro(as).
Deixamos as novas tecnologias e alienação do capital nos tirar uma das coisas
mais importantes, a capacidade de nos relacionar, de ouvir e observar, de nos
tocarmos, de nos conhecermos, de nos amarmos…
Por José Santiago

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