
Todos viram, ouviram ou vivenciaram sobre os fatos de violência, tensão e apreensão, que os moradores de comunidades estão acostumados a ver. Que a mídia insistia em valorizar. Enquanto uns diziam “temos quer ir com tudo” e outros falavam sobre “direitos humanos”. Eu sentia um clima confuso, via a comunidade perto de onde morei na adolescência, e onde frequentei ser divulgada em todo mundo. Lembrava dos colegas que cresceram comigo muitos hoje mortos ou presos. E me perguntava onde estão às políticas publicas para juventude? Investimentos em artes, cultura, esportes, educação, que poderiam mudar toda esta realidade. A falta do estado naquelas comunidades tirara a inocência de vários jovens que procuram o “Status”, tão enfatizado pela televisão e o poder de consumo. Por outro lado me perguntava; Onde estão todos os bandidos do complexo e seus armamentos? Não é possível que mais de 4 mil bandidos e armas sumam assim. Será que, o que assistimos não foi uma simples conspiração? Sabemos que não adianta prender ou matar 10, que teremos outros 50 em seus lugares. Temos que exigir políticas publicas para que estes jovens tenham outros caminhos. Temos que tratar o sistema penitenciário, descriminalizar a pobreza, fechar as fronteiras para entrada de armas, capacitar e valorizar nossa policia.
Por José Santiago
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