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sábado, 11 de dezembro de 2010

Violência no RJ - Parte 2


O tráfico de drogas obedece à disputa por consumidores, eliminação da concorrência, diversificação na oferta, aumento na escala de produção/oferta, acesso a produtos importados. É um braço do modo de produção capitalista. A guerra em curso no Rio começa quando os fornecedores, pequenos varejistas, passam a ter problemas de distribuição. Fortemente armados (um fuzil AR-15 alcança no mercado negro preços que chegam a R$ 50 mil), enfrentam outro poder armado, com quem estão habituados a ter relações incestuosas (corrupção policial não é novidade e facilita o acesso a drogas e armas). Aqui começam as interrogações. É um mercado que arrecada, segundo o economista Sérgio Ferreira Guimarães, do Ibmec-RJ, entre US$ 200 milhões e US$ 370 milhões anuais. Onde fica depositada essa dinheirama? Certamente não no Complexo do Alemão ou outra favela. É um volume de capital que alcança o mercado financeiro e cujos controladores não calçam chinelos de dedo, nem andam por aí de bermudão e sem camisa. Estarão sendo monitorados ou esta ponta da questão é negligenciada? O ex-secretário de Segurança Hélio Luz, lembrando que “à noite de Ipanema brilha” (referindo-se às festas da alta classe média movidas a cocaína), perguntava se nossa sociedade está preparada para aceitar que policiais invadam apartamentos na avenida Vieira Souto com a mesma desenvoltura com que arrombam barracos nas favelas?


Por José Santiago

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