
Mercado é oferta e demanda. O noticiário costuma concentrar-se na oferta, no intermediário, no traficante. Onde andará a demanda? Viciar-se, por exemplo, em cocaína, não é um hobby barato. São os extratos sociais médios e altos que sustentam o mercado, procurando, em escala crescente, todos os tipos de droga. O comércio ilegal das AR-15 é abastecido pelas cheiradas e tragadas dos viciados. A pergunta é: por que alguém precisa entorpecer-se para seguir vivendo ? Que sociedade é essa, que substitui o prazer da busca pelo conhecimento, da construção afetiva, da luta política, pelo prazer fugaz de uma “viagem”? Bastarão políticas públicas que inibam o consumo de drogas (pela repressão, por exemplo) ou essa história só se resolve com transformações sociais profundas, que criem caminhos e opções diferentes e estimulantes para os cidadãos? É necessário a volta da instituição “Família”, que foi violentada pela televisão há vários anos, e também a volta da instituição “escola” que foi sucateada, desde a era Brizola. A necessidade de políticas publicas não só contra as drogas como Crack, Cocaína e Maconha, mas também para o Tabaco e o Álcool e revisão dos conceitos de nossa sociedade. “Até quando vamos usar pessoas e adorar coisas? Quando devemos usar coisas e adorar pessoas!”
Por José Santiago
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